segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Et Flores
10/09/1983
Na calada da noite, nesse baixo inóspito e doentio, fico contando as luzes que se apagam sucessivamente nos prédios vizinhos. Ali, cada um com sua história, seus problemas, seus amores. Não te observo mais de tão perto, meu amigo. O seu cheiro é tão inalável quanto a das flores mais cheirosas. São lindas, porém enjoativas demais. Se lembra, tua mãe queria você um santo, mas você, assim como fala a canção do Wado, preferiu andar com as bruxas. Então me ponho novamente a observar os prédios vizinhos. Cada luz que se apaga, provavelmente foi de um beijo de boa noite, de um telefonema do ente querido. Ou não, foi simplesmente a luz apagada à espera de mais um dia que vem. Ou não vem. Andas a esmo nessas ruas coloridas, por mais que veja as flores do bem, elas nunca te notam. Elas estão estáticas e vazias. O teu trabalho tira teu sono, não consegues ser produtivo. Por que me esquecestes? Ainda tenho você como a melhor parte de mim...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário